A ideia central deste trabalho é que o Universo pode ser feito de pequenas unidades de informação, chamadas “tripletos”. Cada tripleto é como um mini-bloco magnético que guarda informação e que, quando muitos se ligam entre si, formam tudo o que existe: espaço, tempo, luz, matéria e até as forças da natureza. O modo como esses tripletos se organizam cria padrões estáveis que vemos como partículas e forças, e o fluxo de informação entre eles dá origem ao que percebemos como gravidade e curvatura do espaço. Assim, em vez de o Universo ser feito e conter “coisas”, ele seria feito de informação a fluir, mantendo-se estável através de mecanismos naturais de correcção, como um código muito bem estruturado. A realidade, nesta visão, é essencialmente uma rede inteligente de informação – a Consciência. Daqui nasce uma nova Ética baseada no Conhecimento, uma nova gnose para o futuro.
Uma
Teoria da Consciência
Proponho-vos explorar um
novo território. Uma espécie de zona intermediária, um domínio onde reina a Informação
que embora adquirindo forma, guarda memória da sua origem. É o território que dá
corpo à Dimensão Noética, parecendo no entanto sempre oculta nas transformações
que modela e orienta, tal como um tensor, agora dimensionalmente fisio-ético, ao
inscrever gradientes informacionais, os construtores da realidade fenoménica, expressos
nas constantes universais, naquilo que é possível e do que é impossível.
A Noética,
entendida como o domínio inteligível da Realidade última, pretende ser a matriz
das formas e princípios que sustentam a totalidade do cosmos. Nela, fazemos
habitar os arquétipos platónicos, as ideias puras, a simbologia da formalidade
matemática, e os padrões de coerência que antecedem o espaço-tempo, a
manifestação de todas as intuições, o espectro das sincronicidades.
Contudo, entre a
ordem pura e o nosso mundo fenoménico, há um “campo” de transdução, uma ponte
de fluxo e reciprocidade, onde os conteúdos noéticos se convertem em múltiplas expressões
energéticas, biológicas e de significado semântico – o “campo” da Fisioética.
Deste modo, a Fisioética é o gradiente dinâmico que traduz a Informação noética
em manifestação sensível, a curvatura gravítica que a inteligência universal
assume ao atravessar o limiar da densidade e da materialidade, tal como as
margens dizem ao rio para onde ir, e o
rio vai entretanto modelando as margens que o contêm.
Na óptica da
física contemporânea, poderíamos dizer que a Fisioética representa o tensor
informacional que medeia a projecção da Dimensão Noética sobre a métrica do
espaço-tempo, representando o elo entre o domínio da coerência e o da
causalidade. Para a hipótese do modelo da Teia Informacional Fibrada (TIF), corresponde
ao movimento pelo qual os tripletos de spins,
as unidades elementares da Consciência, modulam o equilíbrio entre ordem e
liberdade (ou entropia), o mesmo é dizer, entre unidade e multiplicidade.
Assim, viver de
acordo com a Fisioética do cosmos significa tornar-se cada vez mais
transparente à Noética, permitindo que a inteligência primordial se exprima
através de nós com menor resistência, como uma corrente que reencontra o curso
natural do rio. Nesse estado de consonância, o ser humano deixa de ser mero
espectador do Universo para tornar-se co-autor do processo de manifestação, transformado
em agente consciente do tecido informacional que une o visível ao invisível. Privilégio
único no reino biológico!
Proponho-vos,
portanto, explorar esta passagem deste território, da ideia à forma, do
arquetípico ao físico, do silêncio à semântica, como ciência participativa, no
entanto sempre tentando estar longe da fácil atracção pela pura especulação
filosófica.
De forma breve, convém
recordar alguns conceitos básicos que informam a proposta do nosso modelo da
Teia Informacional Fibrada – TIF, (Porto, J., 2025). Impõe-se, antes de prosseguir,
a necessidade de situarmo-nos no amplo contexto actual do “estado da arte” das
teorias sobre a Consciência.
Falar sobre um modelo
operativo para a Consciência não é tarefa fácil. Que o diga Robert Lawrence
Kuhn (2024) em
A landscape of consciousness:
Toward a taxonomy of explanations and implications. Depois de
identificar 325 teorias
sobre a origem da Consciência, continua no entanto a afirmar, nas suas
reflexões finais daquele trabalho (ver pp.156):
“To be clear, I am not saying that the
ultimate theory is already here on the Landscape, hidden in plain sight, but
rather whatever the ultimate theory turns out to be, its fundamental elements
could be categorized according to Landscape structure, with family resemblances
to some current theories.”
Resultante desse
trabalho concebeu um mapa linear que denominou “A Landscape of Consciousness” onde organiza mais de 300 teorias da
Consciência, dividindo o terreno em 10 categorias principais, num espectro taxonómico
que abarca teorias desde as mais estritamente fisicalistas até aquelas
radicalmente idealistas, todas heroicamente revisitadas por ele, e de que
resultou um vídeo no Youtube (https://youtu.be/sM3ZvP7zb0g).
Apresentamos um
resumo das categorias que formam a espinha dorsal do mapa, acompanhadas de uma
breve descrição individualizada:
1. Teorias do
materialismo – vários subtipos: filosófico, neurobiológico, electromagnético,
computacional/informacional, homeostático/afectivo, incorporado/enactivo,
relacional, representacional, evolução linguística/filogenética. Representam a
grande maioria das teorias mas também aquelas, que pelo seu número, parecem esgotar
no âmbito da óptica materialista qualquer explicação viável para a Consciência.
2. Fisicalismo
não redutivo – visões que aceitam o fisicalismo, mas defendem aspectos emergentes
ou não redutíveis da Consciência.
3. Teorias
Quânticas – aquelas que apelam para fenómenos de natureza quântica, campos e
entrelaçamento para explicar a Consciência. Representam um dos maiores
desenvolvimentos actuais com vertentes importantes para futura exploração
científica.
4. Teoria da
Informação Integrada (IIT) – embora alguns a tratem como uma única família,
Kuhn coloca-a como um grande grupo com características próprias.
5. Panpsiquismo(s)
– teorias que postulam a Consciência (ou proto-consciência) como omnipresente e
fundamental.
6. Monismos –
por exemplo, o monismo neutro, que sustenta que a mente e a matéria
compartilham um substrato mais básico.
7. Dualismos –
dualismo clássico mente versus corpo, interaccionista ou não, em que a
Consciência ou a Mente é ontologicamente distinta do físico.
8. Idealismo –
teorias em que a Consciência é primária e o físico é derivativo (por exemplo,
idealismo analítico, cosmopsiquismo).
9. Teorias de
estados anómalos e alterados – teorias que se concentram em estados não comuns:
místicos, alterados, experiências de quase morte, etc.
10. Teorias
desafiadoras – posições que questionam se a Consciência é o que pensamos que é,
ou mesmo se é um fenómeno real como normalmente concebido (por exemplo,
ilusionismo).
Segue-se o mapa retirado
do papper já referenciado, para maior
elucidação e contexto:
Quadro I – Mapa das Teorias da
Consciência segundo Kuhn
Permite fornecer uma
visão contextual situando o nosso modelo da Teia Informacional Fibrada (TIF) ao
poder encaixá-la ou cruzá-la com outras teorias. Forçosamente ele irá
encaixar-se em algumas Teorias, como Quânticas, IIT, Panpsiquismo ou mesmo
Idealismo, porque estabelece possíveis diálogos ou desenvolve criticismos
quando a visão do campo informacional não-local permite explicar os mais
recentes desafios presentes no domínio dos resultados saídos da investigação na
Física Quântica ou na Astrofísica/Cosmologia ou da Biologia.
O mapa é unidimensional
(no sentido de possuir um espectro linear) e, portanto, simplifica
necessariamente o que provavelmente é um espaço multidimensional de teorias. Aliás,
Kuhn reconhece esta limitação que não favorece a fácil inclusão da TIF. Esta
não se enquadra num único ponto, pois atravessa níveis do conhecimento. Por
exemplo ao propor ligações com as tradições ancestrais védicas, budistas ou
gnósticas, podemos situá-la entre o Idealismo, Dualismo, Panpsiquismo, o
Idealismo Informacional e o Realismo Participativo (Wheeler, Bohm,
Faggin), já para não
referir a categoria dos estados anómalos e alterados da Consciência (categoria
9).
A TIF caracteriza-se sobretudo como um modelo unificador, mas se fosse para integrá-la no mapa de Kuhn teríamos que fazer sobressair os seus aspectos mais identificadores: não reduz a Consciência à física (vai além do emergentismo), não é puramente mentalista, pois preserva uma estrutura informacional objectiva, e integra Consciência e Informação como duas faces de um mesmo campo quântico fibrado, o que a coloca num eixo ontológico entre o Idealismo Estrutural e o Realismo Participativo.
Figura I – A visão unificadora da
TIF
Propriedades do
modelo TIF
A TIF, na sua essência, constrói-se como teoria eminentemente quântica, evoluindo entre o materialismo e o não-fisicalismo, ao laborar sobre um pré-espaçotemporal fibrado (ver a noção matemática/geométrica de fibrado [1]), composto por tripletos de spins qutriticos (em vez de qubits. Ver Porto, J. 2025. Topologia da Luz, pp. 313. Ed. Bubok Publishing S. L.). Ali, cada tripleto (𝑠1,𝑠2,𝑠3) constitui uma unidade lógica de coerência informacional. Ou seja, em cada ponto do espaço-tempo existe uma correspondência de um tripleto de spins onde em cada nodo coerencial desenvolve-se combinações lógicas específicas (talvez aquelas “nove dimensões” referidas por Dan Brown em O Segredo dos Segredos [2]), que serão dadas por:
Explicitando melhor: cada
tripleto de spins (↑↓↑, etc.)
codifica um qutrit lógico (três estados base ortogonais ∣0⟩, ∣1⟩, ∣2⟩), de modo que cada nodo coerencial (Ni) da malha quântica TIF
pode ser visto como um vértice fibrado como mostra simbolicamente a figura II e
formalmente a igualdade:
Figura
II
O Universo, portanto, seria o holograma projectado pela TIF, uma vez que a informação não está contida no seu volume, mas codificada nas correlações de fase (os “padrões de fronteira” nos hologramas) de uma dimensão informacional anterior ao espaço-tempo. O volume é uma manifestação derivada da coerência, uma projecção tridimensional de uma geometria bidimensional de fase.
Uma
vez que, o Princípio Holográfico indica que:
onde o
comprimento e a área de Planck são dadas por:
significa
que toda a descrição volumétrica pode ser reconstruída a partir da informação
de fronteira (tal como é suposto acontecer nos Buracos Negros, os “rasgões” do
espaço-tempo), mas não que o volume possua a informação física. Neste caso, ela
pertence ao domínio fibrado. Esta fronteira é interna, não espacial, porque é o
domínio de coerência dos tripletos de spin,
onde a fase relativa entre os três constituintes (com spin-up/spin-down) define um ponto no espaço de informação anterior
ao próprio espaço-tempo físico. Como se
cada volume de espaço-tempo tivesse por detrás uma rede fibrada que o
sustentasse, de tal modo que a geometria local do espaço-tempo
emerge quando as correlações de fase entre estes nodos obedecem a uma condição
de consistência global (análogo à integrabilidade de uma conexão em geometria
fibrada).
Resumindo, o
espaço-tempo é topológico resultante da coerência entre aqueles nodos, de modo
que o volume físico é apenas um domínio projectado onde as correlações de fase
entre nodos se tornam mensuráveis, possibilitando a experiênciação de qualia,
como distância, massa, energia ou curvatura (gravitação).
Abandone
a ideia do Universo como um espaço vazio com coisas dentro, mas conceba-o como
uma teia viva de informações, como se cada ponto do espaço-tempo que nos
aparece como a realidade fosse afinal um pequeno nodo de Consciência que troca
sinais (informação) com os outros. Assim sendo, cada nodo seria caracterizado
por conter informação (o que ele
“sabe” sobre si e sobre o todo); coerência
(como é que essa informação se harmoniza com o resto), e potencial de manifestação física (o que aparece como matéria,
energia, espaço e tempo). Esta teia é o que chamamos de Teia Informacional
Fibrada (TIF).
Não
fiquemos por aqui e desçamos em profundidade nesta viagem virtual! Agora
imagine que o Universo tem dois níveis entrelaçados. Por um lado o “chão” da
verdadeira realidade, um “campo informacional” invisível, onde estão os padrões
de relação (a Base B). Do outro lado, desse “chão” saem fios ou fibras que saem de
cada ponto desse chão, carregando cada fio estados internos possíveis (as fibras Fb).
O modo como cada fio se liga ao “chão” designamos por projecção (representada pela letra π), a
que faz a ligação entre informação e geometria topológica. Ou seja, cada ponto do “chão” tem o seu próprio conjunto
de fios que representam os seus “estados
potenciais” que na sua totalidade formam uma grande rede entrelaçada, que é
afinal o Universo informacional anterior ao próprio espaço-tempo topológico.
Agora,
imagine que entre esses fios há um campo invisível de coerência, que faz com que as vibrações de um nodo entre em
ressonância com as dos outros. Este campo é a Consciência participativa, que matematicamente, chamamos de conexão (representada pela letra 𝜔), e
que indica como os estados locais se alinham para formar uma estrutura global
coerente, o que, “visto” de fora, percebemos como espaço-tempo contínuo, porque
a coerência entre os fios cria uma ilusão de continuidade, tal como os pixéis
de uma tela criam a imagem fluida de um filme. Então podemos dizer que
o espaço-tempo é o “filme” que vemos, e que a teia informacional é o projector
que o gera. Quando as vibrações da teia entram em equilíbrio global, surge a
experiência compartilhada do “mundo físico”, a qualia do tempo, distância,
matéria.
O que
é uma estrutura fibrada? Podemos sempre imaginar um campo de linhas muito
finas, como fios de seda atravessando cada ponto do espaço. Cada ponto (da
“base”) tem anexado um pequeno espaço interno (a “fibra”) que contém os estados
internos de informação, ou seja, orientações de spin, fases quânticas, ou modos de Consciência. Então a base é o
mundo que percebemos (coordenadas espaço-temporais), e a fibra será o domínio
oculto que carrega as “possibilidades informacionais” de cada ponto. Um “espaço
fibrado” é como uma malha onde, em cada ponto, existe uma microestrutura
invisível que armazena a informação daquilo que constitui a realidade
fenoménica. Imagine um tecido “vivo”, onde cada ponto do tecido tem um
pequeno redemoinho que guarda informação e vibra em harmonia com os outros.
Quando estes redemoinhos se alinham, o Universo visível aparece, como uma
imagem holográfica projectada a partir de uma rede coerente. Esta é a
explicação para aquela pergunta que todos fazem: como é possível que mais de 99,9999999999999 %, da
matéria seja espaço ou
seja, 10¹⁴ vezes mais
espaço do que matéria sólida, e no entanto esta apresenta estrutura e
forma? A razão de tanto espaço vazio, seja nos domínios macro como micro.
Este
suposto “vazio” é campo quântico, flutuação de spins e energia de ponto zero. Se o núcleo tivesse o tamanho de uma
bola de golfe, o átomo teria o tamanho de um estádio de futebol com os
electrões formando uma neblina estatística de probabilidades ao seu redor.
Na
visão da Teia Informacional Fibrada, este “vazio” não é realmente vazio, mas é
a sede do domínio fibrado que sustenta a organização quântica dos spins. Ou seja, o espaço ocupa quase
tudo, por ser o portador da informação que faz a matéria parecer sólida e que
as galáxias não se desmembrem (sem necessidade de introduzir a clássica matéria
escura).
Resumindo:
O espaço-tempo, a “tela holográfica”, é o meio onde se desenvolve uma rede viva
de informação, o nível
informacional puro, onde tudo ainda está em estado de possibilidade (não existe “colapso de onda”),
o código
invisível que está por detrás de uma teia onde cada nodo Fb vibra com uma centelha de
Consciência, cuja coerência entre todas as centelhas, a conexão 𝜔, produz qualia, o
fluxo do tempo e a estrutura do espaço.
Figura III – Representação simbólica da estrutura
pré-espaçotemporal
Um rácio fundamental
Uma
das questões mais fundamentais da cosmologia moderna prende-se com o rácio
entre radiação e matéria (bariónica + matéria escura) no Universo, baseada nos
valores actuais de acordo com o Planck Collaboration 2018/2020
e as estimativas de 2024 da cosmologia de precisão [3]. Enquanto a matéria total (bariónica + escura) Ω𝑚 ≈
0.315 ou seja, 31,5% da densidade crítica do Universo, a radiação total (fotões
+ neutrinos relativísticos) Ω𝑟 ≈ 9.2
× 10−5, ou seja representa 0.0092% da densidade crítica, o que implica
um rácio directo de
Ou por
outras palavras, presentemente a radiação é cerca de 0,03% da matéria ou 1
parte de radiação para ~3.400 partes de matéria. Mas nem sempre foi assim, pois
no Universo primordial (anterior a ~47.000 anos após o suposto Big Bang), a
radiação dominava completamente, dado que a energia térmica era altíssima.
Nesse período 𝜌𝑟 > 𝜌𝑚, e só
depois da transição da era da radiação para a era da matéria, a densidade da
radiação caiu mais rápido (∝ a⁻⁴) do que a da matéria (∝
a⁻³).
Gráfico I – Evolução
do rácio radiação vs matéria no Universo
O
gráfico mostra como a densidade da radiação (em azul) cai mais rapidamente que
a densidade da matéria (em laranja) ao longo do tempo cósmico. A linha
tracejada marca a transição, por volta de 47 000 anos após o Big Bang, quando o
Universo deixou de ser dominado por radiação e passou a ser dominado pela
matéria, uma inflexão essencial para a formação das futuras estruturas
cósmicas.
Se
retirarmos a influência atribuída à matéria escura clássica, aquele rácio toma
o valor (valor que depende ligeiramente do valor adoptado para ℎ
(constante de Planck) e da
contagem de neutrinos relativísticos):
Isto significa que actualmente
a radiação representa ≈ 0,186% da matéria bariónica, ou dito de outra forma, há
cerca de 1 parte de radiação para cada ~538 partes de matéria bariónica.
Ora,
no caso da TIF existir, ela vai comportar-se como matéria não bariónica ( 𝑤 ≈ 0 , i.e. contribui
para a matéria total mas não para Ω𝑏),
logo o rácio ρr/ρb permanece
≈ 1.86×10⁻³. A TIF aumentaria a matéria total, mas a
comparação especificamente bariónica versus radiação não mudaria. Em
todo o caso, mesmo que se a TIF implicasse aumentar Ωb directamente,
por exemplo, convertendo Informação em massa bariónica, ou seja se comportasse
como radiação, (neste caso com equação de estado w ≈
1/3), o rácio cairia, mesmo com uma ΩTIF=10−3
adicionada a Ωb reduziria o rácio
marginalmente para ≈1.83×10⁻³.
Se a
TIF efectivamente contribuísse
como radiação de forma apreciável (ΩTIF≳10−3),
isso apareceria nas medições do CMB (Cosmological Microwave Background ou
radiação cósmica de fundo) e da nucleosíntese primordial, coisa que não se verificou até hoje.
Comportando-se como matéria
”escura” (não-bariónica), ela pode assumir um valor grande sem
alterar o rácio bariónico/radiação, o que implicaria então poder figurar como
parte de um “sector escuro expandido” [4].
Mas, mesmo que a TIF fosse essencialmente campo informacional com comportamento de vácuo, tipo lambda Λ
(energia quase constante), também não
mudaria o rácio
bariónico/radiação.
Em
formato resumido, se a TIF
não acrescenta radiação relativística significativa, o rácio
bariónico/radiação praticamente
não muda, continuando ≈ 1.86×10⁻³ tal como hoje. Supondo que a TIF se manifestaria como
radiação (pouco provável em grande escala por limites
experimentais já revelados), o rácio poderia aumentar, ou seja para ΩTIF∼10−3 a radiação passaria a representar ~2%
da matéria bariónica, considerado um aumento notável. Para manter o rácio
radiação/matéria bariónica igual ao verificado experimentalmente (a menos de
~1%), teríamos que atribuir à TIF, se realmente a TIF se comportar como
radiação, uma densidade em torno de
Contudo, se aceitar uma tolerância maior (5 a 10%), a ΩTIF pode subir para ~5×10−6 a 9×10−6,
e valores muito acima disto não são aconselháveis uma vez que entram em
conflito com as restrições observacionais aceites.
O cenário mais plausível, constatados os limites observacionais,
é que a TIF entre na equação da estrutura do Universo como uma componente do “sector escuro expandido”
ou então como campo de
energia (com um comportamento tipo Λ – Constante Cosmológica),
o que em ambos os casos faria
com que o rácio permanecesse essencialmente o mesmo.
Numa
simulação deste último cenário, partimos da assumpção de que em todos os casos
em que a TIF se comporta como matéria
(não bariónica) ou como energia
do vácuo, não se altera o rácio ρr/ρb (no
gráfico II representado pela linha pontilhada), porque nem Ωr
nem Ωb são alterados por essa atribuição, pois o que muda é apenas a
composição do sector escuro total que designaremos por Ωc e/ou ΩΛ.
Deste
modo, foi gerado um gráfico com valores
plausíveis de ΩTIF para
diferentes interpretações da TIF no “sector escuro”/Λ-like, e mostramos uma linha pontilhada que representa o rácio ρr/ρb que permanece
essencialmente inalterado nestes cenários.
Os
cenários em consideração, com os respectivos valores usados foram:
a) TIF como 100% da matéria escura: ΩTIF
≈ 0.265 (≈ Ωc).
b) TIF como 50% da matéria escura: ΩTIF
≈ 0.1325.
c) TIF como 10% da matéria escura: ΩTIF
≈ 0.0265.
d) TIF como 100% da energia escura/Λ-like: ΩTIF≈0.685
(≈ ΩΛ).
e) TIF como 50% da energia escura/Λ-like: ΩTIF
≈ 0.3425.
f) TIF diminuta (observationally safe related to radiation): ΩTIF=10−6.
Gráfico
II
- Valores plausíveis de ΩTIF em diferentes cenários
com
a TIF no “sector escuro” ou Λ-like
Em
conclusão, os valores de ΩTIF
possíveis mostram que a TIF:
i. Pode existir sem alterar o rácio
radiação/matéria bariónica,
desde que não contribua de forma relativística, isto é, desde que não se
comporte como radiação adicional;
ii. Pode entrar como sub-componente do
sector escuro, assumindo
um papel equivalente à matéria
escura tipo informacional ou a uma energia de vácuo coerente,
tipo comportamento Λ-like.
Assim,
a TIF é compatível com os parâmetros observacionalmente
apurados, desde que assuma os valores ΩTIF ≲ 0.3 para o caso de ser considerada como dark matter-like, ou ΩTIF
≈ 0.7 para a consideração
tipo dark energy-like.
Por
outro lado, considerando o rácio
ρr/ρb
(radiação/matéria bariónica), fortemente determinado pela Nucleosíntese
primordial e pela anisotropia presente no CMB, não é afectado pela TIF se esta não
interagir directamente com a radiação (como fotões), e a sua energia não variar
com a temperatura (i.e., não permitir termalização).
Na
realidade a nossa hipótese é consistente com o facto de a TIF ser uma teia pré-espaçotemporal informacional,
anterior à diferenciação entre energia e matéria, não requerendo ajuste fino nos
parâmetros cosmológicos observados.
No
quadro teórico da TIF, a manutenção do rácio experimental sugere que a quantidade de informação condensada
(matéria) e em fluxo
(radiação) já está “pré-sintonizada” pela estrutura informacional da TIF,
fornecendo uma explicação ontológica profunda relativa ao equilíbrio
observacional constatado entre radiação e matéria, que pode reflectir uma
simetria informacional fundamental inerente ao pré-espaço-tempo.
Outras
implicações surgem naturalmente deste quadro. Se a TIF actua como campo de coerência quântica do vácuo,
então a sua densidade de energia (ΩTIF ≈ ΩΛ) explica
naturalmente a expansão
acelerada como um efeito
informacional colectivo, e não como uma constante cosmológica ad hoc. Também se actua como campo de matéria escura informacional,
pode gerar influências gravitacionais sem acoplamento directo à radiação,
preservando o rácio ρr/ρb.
Em
resumo, o modelo TIF é compatível com a cosmologia e os seus valores tão
precisos, desde que a sua contribuição efectiva a insira no sector escuro, e
não altere a densidade bariónica nem a radiação observável. Tal a verificar-se
apoiaria a hipótese de que o espaço-tempo e a matéria são manifestações
diferenciadas de uma mesma teia informacional de natureza quântica.
A TIF uma teoria unificadora calibrada
Diz o
teorema de Noether que “A existência de uma quantidade conservada indica a presença
de uma simetria na teoria”. Para perceber esta ideia, imaginemos uma esfera e
coloquemo-nos no seu centro: para onde quer que olhemos (operação que se
designa por rotação de fase) a simetria é perfeita porque a quantidade
conservada é o raio que é constante em qualquer que seja a direcção. Se houver
uma quebra de simetria isso significa que o raio é diferente.
No
contexto da física, simetria significa uma transformação que podemos aplicar ao
sistema sem alterar as leis que o descrevem, como rodar um copo à volta do seu
eixo, não tem qualquer efeito porque ele continua o mesmo. Na física de
partículas, essas “rotações” não são no espaço comum, mas em espaços internos
chamados espaços de fase, espaços de carga, ou espaços de estados quânticos.
Estas simetrias internas são descritas por grupos de simetria. Um grupo é um
objecto matemático que reúne elementos semelhantes e que está dotado de uma lei
que descreve como devem ser combinados. No Modelo Padrão, os três grupos
fundamentais são conhecidos por U(1), SU(2) e o SU(3).
Imagine
um vector de tamanho constante (a quantidade em Noether) num círculo (por
exemplo um ponteiro de um relógio). Rodar esse ponteiro por um ângulo qualquer sobre
o quadrante não muda o círculo, pois a quantidade é conservada. Matematicamente
seria expresso por 𝑈(1) = {𝑒𝑖𝜃 ∣ 𝜃 ∈ 𝑅}, ou
seja apenas são executadas multiplicações por uma fase complexa. Na Física isto
corresponde à simetria responsável pela carga eléctrica. As partículas podem
mudar de fase, mas as leis da natureza permanecem as mesmas e o campo que
“acompanha” esta simetria é o fotão. Ou seja o grupo U(1) é o grupo das
“rotações de fase” em que mudanças invisíveis só afectam a carga eléctrica.
Por
outras palavras U(1), a chamada simetria unitária de ordem 1, é uma espécie de
rotação que descreve o fotão e as interacções electromagnéticas.
SU(2),
S de special, faz o mesmo para a
interacção fraca com os bosões W+, W- e Z (3 geradores,
equivalentes às rotações em 3 direções), exercendo a simetria
de rotações em 3 dimensões internas. O grupo das rotações num espaço interno
que se comporta como o espaço 3D, mas aplicado aos “estados fracos” das
partículas. SU(2) é como uma “bússola quântica tridimensional” que roda estados
internos das partículas fracas, e essas rotações podem transformar um neutrino
num electrão (antes da quebra de simetria). Sem estas rotações a Vida seria
impossível!
SU(3)
é ainda mais rico, e funciona para a interacção nuclear forte com os gluões.
Trata-se de matrizes 3×3 unitárias de determinante 1, e tem 8 geradores (os gluões que são em número de 8
campos de força, responsável por “colar” quarks para formar protões e
núcleos atómicos). É o grupo
que mistura as três “cores” dos quarks: vermelho, verde e azul. Estas
“cores” são as cargas da interacção nuclear forte. Ou seja, um quark pode
“rodar” no espaço daquelas “cores”, por exemplo vermelho pela mistura de verde
e azul, etc. SU(3) é o grupo das “misturas entre cores” que mantém os quarks
sempre confinados.
Se
U(1) foi concebido como um relógio em que rodamos o ponteiro (fase), então
SU(2) poderá ser imaginado como um giroscópio com as suas rotações em 3 eixos
internos, e SU(3) será uma roda de cores RGB em que as misturas constantes das
cores mantém a intensidade total.
Quadro II – Resumo dos modos de simetria
|
Grupo |
Tipo de simetria |
Espaço interno |
Nº de geradores |
Força associada |
|
U(1) |
Rotação
de fase |
Carga
eléctrica |
1 |
Electromagnética |
|
SU(2) |
Rotações
3D internas |
Isospin
fraco |
3 |
Força
fraca |
|
SU(3) |
Misturas
de 3 componentes |
“Cores” |
8 |
Força
forte |
Estas
três interacções ou forças fundamentais do Universo vão corrigir todas as
anomalias que não respeitam um raio constante (o ponteiro do relógio). Se
substituirmos o raio por cargas electromagnéticas que agora são as quantidades
conservadas teremos uma analogia com a física das partículas. A isto chama-se
calibrar uma teoria, ou seja torná-la simétrica localmente em todos os pontos
do espaço-tempo, o que é feito com a adição de um novo termo que corresponde,
por mais incrível que pareça, às “partículas” mediadoras das interacções
electromagnética (fotão), força nuclear fraca (W+, W- e
Z) e força nuclear forte (gluões). A natureza parece que revela deste modo uma
verdade profunda sobre si própria, revelando que assenta numa construção global
que reflecte beleza e perfeição, ao mínimo pormenor, ao ter introduzido os
bosões ou as forças de interacção para restaurar a simetria inicial perdida
quando do eventual Big Bang cosmológico.
Com
isto queremos dizer que qualquer formalismo matemático exige uma simetria
oculta, o que implica a existência automática de interacções que consubstanciem
e suportem essa simetria, mas que se comportam como autênticas restrições que
vão definir todas as relações que elas próprias (as forças de interacção) poderão
manter com as partículas com que interagem. Isto vai definir um quadro vasto de
decaimentos que reflectem tempos de vida das partículas, massas e cargas e
transformações como se todas as partículas do Modelo Padrão fossem afinal
manifestações de uma entidade única.
Essa
entidade única foi assumida em 1974, por Howard Georgi e Sheldon Glashow, como
sendo uma nova simetria designada por SU(5) que agruparia todas as outras. Um
constructo ideal e muito belo que lançava no entanto previsões que poderiam ser
investigadas: o protão deveria decair em menos de 1030 anos (o
Universo tem pouco mais de 1010 anos), o que nunca foi verificado
pela experiência Kamiokande no Japão, cujos investigadores afirmam que o protão
vive mais de 1034 anos.
A
ausência do decaimento do protão exige novas partículas de força, as grandes
unificadoras, que mantenham a simetria, e que deverão ser extremamente pesadas,
acima de 1015 vezes a massa do protão. As energias envoltas
actualmente pelo CERN, não chegam à décima milionésima da energia necessária!
Logo, a pesquisa do campo de força da simetria unificadora continua em aberto.
Outras hipóteses foram estudadas, entre as quais se destacam a teoria da
supergravidade e a SU(10).
O
modelo da Teia Informacional Fibrada (TIF) enquadra-se nesta temática dos
grupos SU(N). Tripletos de spins como
“átomos de simetria” onde a unidade fundamental não é o ponto do espaço-tempo,
mas um tripleto de qubits de spin (ou
qutrit lógico emergente), capaz de suportar rotações internas. Aqui cada
triplet pode ser visto como um espaço informacional de dimensão 3,com
transformações internas que preservam a norma do estado informacional. Ora,
isto é precisamente o que os grupos SU(N) fazem ao transformarem estados
internos de dimensão N preservando contudo a norma.
Façamos
então uma viagem pelas simetrias anteriormente apresentadas mas desta vez em
profunda consonância com as características da TIF.
A ligação com U(1) será feita considerando
que ele representa a fase global do tripleto que irá definir a
carga eléctrica. Cada tripleto de spins
possui uma fase global
informacional expressa por ∣ψ⟩→eiθ∣ψ⟩.
Esta
fase corresponde a uma rotação da teia informacional na dimensão
pré-espaçotemporal, a uma reorganização da orientação dos três spins de fundo, e a um desfasamento
coerente entre tripletos vizinhos, o que é exactamente o grupo U(1).
Neste
caso, a carga eléctrica
surge como uma resistência da teia à mudança adiabática da fase informacional
global do tripleto, cujo mecanismo produz naturalmente a conservação da carga,
a interacção por fase (fotão), e o acoplamento mínimo através de Aμ como derivada covariante da fase
informacional.
A ligação com SU(2) desenvolve-se com Dupletos SU(2) como subespaços de dois spins do tripleto. O modelo TIF
trata cada triplet (s1, s2, s3) como um único
bloco informacional, mas nele existem subestruturas tais como pares de spins (2 componentes) que formam
naturalmente representações
SU(2).
Matematicamente,
qualquer tripleto pode ser decomposto em:
onde
a parte C2 transforma-se exactamente sob SU(2)
como sendo a simetria que actua nos “dupletos internos” que “vivem” dentro do
tripleto TIF, o que representa transições informacionais internas (neutrino ↔
electrão antes da quebra de simetria), graus de liberdade que envolvem trocas puramente relacionais entre dois spins, e em que, numa
fase inicial,.a origem geométrica do tripleto quebra parcialmente a simetria
para SU(2). Os bosões W+,
W- e Z surgem como modos colectivos de perturbações
de pares de spins nos tripletos
acoplados.
A
ligação com SU(3) faz-se pelas Simetrias
SU(3) como misturas das três orientações do tripleto. Aqui
surge a ligação mais bonita e natural em que cada tripleto tem três orientações
fundamentais de spin
(s1, s2, s3).
O espaço de estados possível (normalizado) é
naturalmente complexo
tridimensional.
As transformações que preservam a norma e o determinante são precisamente SU(3).
Portanto,
o espaço interno do tripleto TIF é
literalmente um espaço SU(3) e as oito “direcções de rotação
informacional” do tripleto correspondem directamente aos 8 geradores de SU(3).
Deste
modo, as “cores” dos quarks são projecções
diferentes do estado informacional do tripleto, e os gluões são
perturbações colectivas entre tripletos que preservam o volume informacional
total. A confinação surge como estabilidade topológica da rede de tripletos.
|
Estrutura TIF |
Simetria correspondente |
Interpretação |
|
Fase
global do tripleto |
U(1) |
Carga
eléctrica. |
|
Par
interno de spins |
SU(2) |
Isospin
fraco; mistura de dupletos. |
|
Orientação
do tripleto completo |
SU(3) |
Cores
dos quarks; simetria forte. |
Dada a importância deste tema, resolvemos introduzir uma sinopse em terminologia mais formal, e em língua inglesa para expandir a sua compreensão.
_______________________________
The Triplet
Informational Field (TIF): A Unified Pre-spatiotemporal Framework
1. Introduction
The
Triplet Informational Field (TIF) model proposes that physical reality emerges
from a pre-spatiotemporal substrate composed of informational
triplets of spin degrees of freedom.
These
triplets encode logical states equivalent to qutrits and simultaneously define
the geometric and dynamical rules that give rise to spacetime, matter, and
interactions.
We
develops a full formal description of the TIF model, its informational algebra,
its symmetry structure, and its potential correspondence with the symmetry
groups U(1), SU(2), and SU(3) observed in the Standard Model. We also derive
consequences for the emergence of spacetime, particle generations, and error‑correcting
structures.
2. The
Pre-Spatiotemporal Substrate
The
TIF substrate is modeled as a fibrated network of triplets. Each triplet is a
node in a 1D or 2D pre-geometric graph. Propagation of informational
alignment across the network generates the connectivity interpreted as emergent
spacetime.
The
basic element is the triplet
Each
spin carries a two dimensional Hilbert space, so:
The
natural symmetry acting independently on each spin is thus
The
substrate encodes:
•
logical information (qutrit like)
•
directional coherence flows
•
constraints implementing consistency across fibers
•
emergent geometry from correlational patterns
However,
the combinatorial and algebraic structure relevant for physics emerges not from
the individual SU(2)'s but from their pairwise couplings.
3. Symmetry
Structure of the TIF
The
internal symmetries of the TIF arise from the SU(2) nature of the fundamental
spin (perhaps -2?) constituents. While each spin transforms under a local
SU(2), the physically relevant symmetries come from the pairwise couplings
among spins inside a triplet. These couplings naturally give rise to U(1),
SU(2), and SU(3) structures through algebraic closure.
3.1 Decomposition of the TIF Triplet into
SU(2) substructures and Informational Isospin
Each
TIF triplet decomposes into three SU(2) informational pairs:
(s₁, s₂), (s₂, s₃), (s₁, s₃)
Each
pair supports an SU(2) algebra generated by:
Thus,
the triplet decomposes as:
This
yields:
•
three independent informational SU(2) channels
•
natural redundancy (quantum error correcting structure)
• a
triad structure that maps onto the three fermionic generations
The
diagonal generators I₃ij
produce U(1) phases. The full SU(2) actions give effective weak isospin
structures. The algebraic closure of the three SU(2) pairs yields an 8 dimensional
algebra corresponding to SU(3).
Thus
U(1) x SU(2)
x SU(3)
emerges naturally from the composite structure of the triplet.
4. Emergence of Spacetime
Spacetime
emerges as a coarse grained description of informational alignments
between triplets. Connectivity in the TIF lattice corresponds to adjacency in emergent
geometry. Curvature corresponds to non uniform informational flux among triplets. The metric
tensor arises from coherent patterns of phase connectivity and informational
flow.
5. Elementary Particles as TIF Excitations
Excitations
of the TIF correspond to fermions and bosons. Fermions arise from stable
logical patterns of a single triplet. Gauge bosons correspond to propagating
disturbances in the alignment fields connecting triplets. Generational
structure emerges from the three SU(2) informational channels inside the
triplet.
6. Error-Correcting Interpretation
Because
each spin participates in two SU(2) pairs, every logical degree of freedom is
redundantly encoded. This mirrors topological quantum codes and ensures
robustness of particle identity under local perturbations. The TIF therefore
behaves as a self correcting quantum code at the deepest level of
physical reality.
7. Conclusion
The
TIF model provides a unifying structure for:
• the
emergence of spacetime
• the
triadic generation structure of fermions
• the
Standard Model symmetry groups U(1), SU(2), SU(3)
• quantum error correction as a
fundamental principle
_________________________
Feito
este longo preâmbulo, em que apreciámos o papel da TIF, por um lado na
estrutura do Universo, e por outro, como “teoria grande unificadora” do Modelo
Padrão, deste modo abrangendo a sua inclusão em dois domínios tidos como
inconciliáveis até agora pela Física, o macro e o microcosmo, ou seja depois de
termos colocado “ordem na casa”, vamos directos ao assunto que nos propúnhamos
tratar desde o início: o reflexo daquelas correlações de fase intrínsecas da
TIF noutros domínios, até agora considerados puramente platónicos. Uma abordagem
mais filosófica.
Outras dimensões
Chamamos
Dimensão Noética o domínio ontológico fundamental no qual a Consciência e a
Informação constituem aspectos inseparáveis de uma mesma “substância”
auto-organizadora, que faremos corresponder à natureza fibrada do
pré-espaçotempo.
Trata-se
obviamente de um domínio não-local e dotado de estrutura informacional
coerente, no qual as distinções entre sujeito, objecto e acto cognitivo emergem
no nosso domínio apenas como resultado de diferenciações internas de um
processo de auto-reflexividade de âmbito universal.
Matematicamente,
podemos representar a Dimensão Noética por um campo fibrado informacional 𝑁 definido sobre o
conjunto dos estados de coerência 𝐶, tal
que:
onde:
·
Ψ(x) representa o estado de Consciência
local ou global;
·
I(x) denota a densidade de informação
intrínseca;
·
Γ(x)
é o operador de coerência noética (a métrica informacional que liga sujeito e
objecto);
·
F é o funcional de auto-organização
noética, análogo a um operador de campo de fundo universal.
Neste
formalismo, o espaço-tempo convencional surge como se fosse um subespaço derivado de
N,
determinado pela projecção das relações de coerência sobre um domínio
observável M4:
onde gμν é
a métrica espaço-temporal emergente. Assim, o nosso contínuo físico é
interpretado como uma
geometria projectada da coerência da dimensão noética.
A
Dimensão Noética corresponde então a um nível da Realidade anterior à dualidade
entre mente e matéria em que o Ser se manifesta como Informação Consciente.
É o
domínio do Nous (mente universal) de
Plotino, do Akasha védico e da Ordem Implicada de Bohm, agora reinterpretado
aqui como um campo informacional fibrado de natureza consciente, cujas
vibrações (ou modos coerentes) correspondem aos tripletos de spins propostos pelo modelo da Teia
Informacional Fibrada – TIF.
Do
ponto de vista cognitivo, a Dimensão Noética funciona como um campo unificador de toda experiência e
conhecimento. Todo acto de observação passa a ser visto como
uma ressonância local
derivada da não-localidade da teia informacional, produzida por um alinhamento
de coerência entre Ψobservador e Ψuniverso . A Consciência individual
emerge, portanto, como um nodo
auto-reflexivo da Consciência universal, tal como se fosse um
modo local da função de onda cósmica não-local.
No
contexto da Teia Informacional Fibrada, a Dimensão Noética constitui o domínio
primordial onde operam os tripletos de spins
como quantas de informação consciente, comportando-se como um substrato
unificado que sustenta a jusante tanto as leis físicas quanto os processos
mentais, e constitui portanto a ponte ontológica entre a estrutura quântica do
espaço-tempo e o campo da experiência subjectiva. Desta forma, o modelo TIF
pode ser interpretado como uma teoria da
estrutura quântica da Dimensão Noética, formalizando a interdependência
entre informação, coerência e Consciência na génese da realidade.
Com a
figura IV tentámos sintetizar este assunto:
Figura IV – Ordenação
simbólica da Dimensão Noética
Chegou
a altura de introduzirmos o conceito de Fisioética.
Definimos
a Fisioética como princípio normativo
intrínseco à manifestação física da Dimensão Noética, um vector de
coerência que orienta o fluxo informacional do cosmos em direcção ao
equilíbrio, à harmonia e à auto-realização dos seus potenciais.
Diferentemente
de uma ética subjectiva ou socialmente construída, a Fisioética torna-se
ontológica e universal, por expressar a própria ordem ética da natureza, isto
é, a maneira pela qual o Ser manifesta a inteligência noética no domínio da physis.
No
contexto da Teia Informacional Fibrada (TIF), a Fisioética surge como a
tendência auto-organizadora que regula a interacção entre os tripletos de spins, uma vez que estes são unidades
elementares de informação consciente, e cuja operacionalidade revela-se na
orientação dos estados de coerência que minimizam entropia e maximizam a integração.
Deste modo, ela representa a tradução
dinâmica da Dimensão Noética no espaço-tempo.
Podemos
apreciá-la num contexto mais formal.
Consideremos
o campo noético fundamental N, descrito anteriormente, com densidade informacional I(x) e operador de coerência Γ(x). A Fisioética pode ser formalmente
introduzida como sendo o gradiente
da coerência noética sobre o domínio da manifestação física M4 :
em
que:
·
∇M4 representa o operador derivacional
associado ao espaço-tempo emergente;
·
Γ(x) traduz a métrica informacional que liga
o sujeito (centro de consciência) ao objecto (campo manifestado);
·
EFisioética é o campo
ético-físico, o vector de alinhamento informacional que mantém
a coerência das estruturas.
Em
termos diferenciais, a continuidade da coerência noética exige:
onde ITIF
é o fluxo informacional da Teia, e JFisioética é a
densidade de “corrente ética”, isto é, a tendência de toda configuração a
preservar o equilíbrio noético que lhe deu origem. É aqui que reside a sua
força poderosa e presencial.
A Fisioética expressa o aspecto
direccional da Noética. Enquanto a Dimensão Noética contém em si
a totalidade das potencialidades informacionais (em acordo com o conceito
quântico imanente), a Fisioética determina o sentido evolutivo dessas
potencialidades rumo a estados de maior integração e coerência. Em termos de
campo, poderíamos dizer que a Noética fornece o potencial, e a Fisioética o
gradiente funcional que conduz à sua actualização, como se fosse um código de
correcção quântica permanente: os nossos actos produzirão sempre efeitos
futuros e vice-versa (como veremos mais à frente)!
Assim,
a Fisioética é a “geometria (caminho) moral conformal” da Dimensão Noética, a
ordenação natural que guia o cosmos à auto-harmonia, quer queiramos ou não. Um
autêntico Buddhakchêtra ou planos Buddhi de consciência – a veste de
luminosa espiritualidade no ascetismo budista, no limiar do Nirvana.
Esta
ideia encontra eco na teleologia implícita das leis físicas, onde a conservação
de energia, a minimização da acção, os princípios variacionais e as simetrias
fundamentais podem ser vistos como expressões físicas da Fisioética universal,
por ser a ética intrínseca da coerência
cósmica, onde a sabedoria (o verdadeiro conhecimento), o bem, a justiça e a
beleza são invariantes noéticos em todas as eras.
Do
ponto de vista cognitivo, a Fisioética é a percepção consciente do alinhamento informacional.
Cada ser que reflecte, age ou escolhe participa, em algum grau, do fluxo da
Fisioética, uma vez que toda a acção coerente é um acto de ressonância com a
estrutura informacional universal. A sabedoria, neste sentido, consiste em agir
de modo congruente com a direcção da coerência noética.
Do
ponto de vista evolutivo, a Fisioética constitui o motor de ascensão da
consciência, pois que à medida que um sistema se torna mais sensível à
estrutura informacional subjacente, ele tende espontaneamente a alinhar-se com
o bem, a verdade e a beleza — invariantes noéticos do Ser.
Sem
querer transformar a ética num sistema fisicalista, mas dando força à
simbologia matemática como sendo a linguagem por excelência da fisioética, podemos
expressar esse princípio de evolução ética como:
onde o
estado de consciência Ψ evolui no tempo
conforme o gradiente ético-informacional, e um eventual coeficiente de sensibilidade
noética do sistema poderia ser dado por α.
Em conclusão,
poderíamos traduzir a Fisioética como
sendo o gradiente informacional da Noética, transformada no princípio de
coerência que orienta a manifestação física e cognitiva da Consciência
universal. É a ética natural do cosmos, expressa tanto nas leis da física
quanto nas virtudes da mente desperta, constituindo a ponte dinâmica entre o
Ser e o Devir.
Reencontros com a filosofia
Este
modelo Noético-Fisioético não é novo. Encontramos propostas da sua existência
em sistemas filosóficos antigos e modernos.
O
nosso modelo Noético-Fisioético é então uma formalização científica e
informacional da Filosofia Perene, Huxley, A. (1945), porque traduz a
hierarquia espiritual clássica (Uno → Intelecto → Alma → Mundo) em termos de
campos de coerência informacional, gradientes de organização e projecções
quânticas fenomenológicas.
Na
Filosofia Perene, Aldous Huxley descreve uma Realidade Única, eterna e
imutável, da qual derivam todas as formas de consciência e manifestação. Esta
realidade é acessível através da experiência mística directa, e não apenas pela
razão discursiva.
A
Dimensão Noética, na hipótese da Teia Informacional Fibrada, corresponde
precisamente a esse domínio, o campo informacional consciente universal, fonte
da inteligibilidade e da Consciência. Ela é o “Uno Informacional”, o núcleo que
sustenta todos os fenómenos, tal como o Brahman, o Tao ou o Logos na tradição
dos sistemas filosóficos orientais.
Para
Huxley, o mundo sensorial é uma projecção condicionada, um reflexo parcial da
Realidade Única, percebida através de filtros da mente e do corpo. O
espaço-tempo é a projecção fenomenal — o domínio onde o campo informacional da
Consciência se torna forma, energia e experiência ou qualia. Ele é, portanto, o
“teatro” da manifestação da Noética através do gradiente Fisioético.
Na
visão de Huxley (inspirada em Plotino, Eckhart e o Vedānta), o universo fenomenal
surge de uma emanação da Realidade suprema, que se diferencia progressivamente
até o plano material. A Fisioética
desempenha esse papel de ponte — ela é o gradiente de coerência que transforma
a pura inteligência noética em organização físico-informacional. É o “processo
de descida” da Luz do Uno para o cosmos manifestado. Assim, a Fisioética traduz
a “vibração divina” da Noética em campos coerentes, em ordem harmónica,
exactamente o mesmo movimento que, na Filosofia Perene, é descrito como a emanatio ou shakti, a força criadora.
Quadro IV - Síntese Estrutural
|
Aspecto |
Noética |
Fisioética |
Relação |
|
Ontológico |
Campo informacional
consciente/O Uno / Brahman / Realidade Divina |
Gradiente dinâmico de coerência/Emanação, Logos, Shakti |
A Fisioética deriva da Noética como direcção do Ser |
|
Epistémico |
Inteligência unificadora |
Sabedoria (ver Pistis Sophia) e alinhamento |
A Fisioética torna cognoscível a Noética |
|
Evolutivo |
Potencial de integração |
Movimento de realização |
A Fisioética é o vector evolutivo da Noética |
A
relação entre Fisioética e Noética é profunda e estrutural, especialmente se a
interpretamos à luz do modelo TIF (Teia Informacional Fibrada), onde matéria,
informação e Consciência são expressões de uma mesma totalidade. Podemos
entendê-la como uma relação de reflexividade ontológica, onde a Fisioética
representa o aspecto normativo e direccional da manifestação da Noética, e a
Noética, por sua vez, representa o fundamento informacional e consciente que
torna a Fisioética possível.
Detalharemos
esta relação em três níveis, a saber o ontológico, o epistemológico e o
ético-evolutivo (ver Quadro II).
a)
Nível Ontológico – A Noética como Fonte da Fisioética.
A
Noética é o domínio do Nous, da
inteligência cósmica auto-organizadora, o campo da consciência-informação pura.
A Fisioética, etimologicamente derivada de physis
(natureza) e ethos (carácter ou modo
de ser), pode ser entendida como a ética imanente à própria estrutura da
Natureza, que não sendo mais uma moral “externa”, é, pelo contrário, o modo
como o cosmos se auto regula conforme princípios de harmonia e coerência. É
assim que a Fisioética é a expressão dinâmica da Noética na ordem natural, ou
por outras palavras, o que a Noética é em potencialidade (por ser inteligência
pura), a Fisioética é em actualização (equilíbrio e direcção). Deste modo, cada
sistema físico, biológico ou cognitivo, ao buscar coerência e estabilidade,
manifesta implicitamente essa ética natural, como um impulso de alinhamento com
a ordem informacional subjacente.
Matematicamente,
poderíamos simbolizar essa relação como:
onde N é a
Dimensão Noética, e o operador ∇physis
expressa a sua projecção dinâmica nas leis da natureza.
b)
Nível Epistémico – A Fisioética como cognoscibilidade da Noética.
Do
ponto de vista do conhecimento, a Fisioética é a forma como a Consciência
reconhece o carácter moral da própria natureza, isto é, a tendência de toda
estrutura coerente em preservar a harmonia informacional que a origina. Trata-se
da ética intrínseca ao cosmos, observável nas leis de simetria, nos mecanismos
de homeostase biológica e nas dinâmicas auto-reguladoras dos sistemas
complexos. Aqui a Noética fornece o fundamento gnosiológico dessa percepção
como sendo a dimensão onde os valores de verdade, beleza e bondade não são
construções subjectivas, mas invariantes informacionais do Ser.
A Fisioética é, portanto, a episteme
encarnada da Noética, ou a tradução cognitiva do logos informacional em acção
fenomenal.
c)
Nível Ético-Evolutivo – A Fisioética como Evolução da Noética no Ser.
Ao
nível de Consciência, a Fisioética é a ética do alinhamento com a ordem noética
universal. Quanto mais um ser (ou sistema) se organiza em coerência com os
princípios da Noética, isto é, quanto mais reflecte a unidade, a simetria e a
compaixão informacional, mais elevado é o seu grau de integração e liberdade.
Ou seja, evoluir espiritualmente, neste sentido, é tornar-se cada vez mais
transparente à Noética, viver de acordo com a Fisioética do cosmos. Faz lembrar
o Cosmismo. O Cosmismo russo (Fiódorov, Vernadsky, Tsiolkovsky) via o ser
humano como um agente de co-evolução do cosmos.
A meta
não era apenas sobreviver, mas participar activamente na transfiguração do
universo, “tornar o cosmos consciente de si mesmo”, Fiódorov,
N. F. (1990). Fiódorov chamava isso de “A Obra Comum”, a tarefa ética de
alinhar a humanidade à teleologia cósmica, enquanto Vernadsky, V. I. (1945) traduziu
isso cientificamente com o conceito de noosfera,
a camada da Terra onde a consciência reflecte e reorganiza a matéria viva. Teilhard
de Chardin, P. (1955) mais tarde descreveu o mesmo processo como a cristogénese ou o ponto Omega da
convergência noética.
“Tornar-se
transparente à Noética” significa que o indivíduo reduz as distorções
(entropias mentais, ruído, ego, dispersão temporal) que impedem a passagem da
informação arquetípica. A ideia platónica de katharsis (purificação da alma para receber o Logos).
Esta
ideia está também presente no Yoga, como dissolução do ahamkāra (ego) que obstrui o Ātman.
No fundo,
a Fisioética do cosmos no modelo TIF, consiste em alinhar o informacional
interno com o gradiente ético do campo universal através de uma coerência com a
“geometria” noética do Real.
Na
linguagem da TIF podemos traduzir aqueles três níveis do seguinte modo:
i. a
Noética é o campo informacional fundamental (nível 0);
ii. a
Fisioética é o gradiente de coerência que orienta os fluxos de informação
(nível 1);
iii. o
Mundo fenoménico é o resultado desse equilíbrio dinâmico (nível 2).
Em
termos formais simples:
onde ITIF
é o vector de fluxo informacional da Teia e JFisioética é a
corrente ética intrínseca, a tendência natural à coerência e ao bem sistémico.
Concluindo:
a Fisioética é a projecção da Noética no
domínio da manifestação: a ética imanente da natureza, expressão da
inteligência consciente que estrutura o cosmos.
Figura V
As
três obstruções huxleyanas à percepção noética
Huxley,
seguindo a tradição mística e neoplatónica, sugere que há três véus
fundamentais que impedem o ser humano de perceber a dimensão noética pura (a
Realidade Una como ele a designa). São elas respectivamente o Tempo, a
Corporeidade, e a Multitude (pluralidade, diferenciação).
Estes
três “véus” são precisamente os atributos definidores de uma partícula
elementar, quando vistos sob a óptica da física moderna. Passamos a explicar.
No
modelo da Teia Informacional Fibrada (TIF), a Dimensão Noética N é
pré-espaciotemporal, e apenas quando se projecta no domínio físico das quatro
dimensões M4, a sua coerência sofre restrições que
correspondem justamente ao tempo, à
massa e ao spin, as
três formas pelas quais a informação se vai densificar definindo as
características de toas as partículas elementares e respectivas interacções de
acoplamento – os bosões de gauge, presentes no Modelo Padrão da Física das
Partículas. Do nosso ponto de vista, Huxley ao antecipar uma leitura informacional
da encarnação da Consciência na “forma”, antevê este zoo microscópico, cuja
organização em gerações triádicas – 3 electrões (e, μ, τ), 3 neutrinos (νe,
νμ, ντ), 3 pares de quarks (u/d, s/c, b/t) e 3 tipos de
bosões de gauge (γ, Ζ/W+/W-, Η) – reflectem exactamente a
estrutura tripletária dos spins qutriticos (a célula da Consciência), (Porto,
J., 2025. (des)Enlaces. Bubok
Publishing S.L.).
O tempo, na visão huxleyana, é o véu da
eternidade, que se irá traduzir pela fragmentação da simultaneidade noética nas
sucessões temporais perceptíveis. No modelo TIF, o tempo surge como projecção
da fase informacional dos tripletos de spins,
quando a coerência quântica se “quebra” pela observação local.
A
retrocausalidade, expressa nos diagramas de Feynman, mostra que o tempo pode
dobrar-se, uma vez que as partículas virtuais podem viajar para trás no tempo,
o que sugere que a dimensão noética não está sujeita à direcção temporal, ou
seja, formalmente:
onde
o tempo t
é o argumento de fase da função de onda informacional ψT.
Na dimensão noética, essa fase é atemporal pois todos os estados coexistem em
superposição. Assim, o tempo é uma projecção.
A corporeidade, ou em formato poético, o “peso”
da matéria, o véu da “luz” informacional que se tornou opaca. Em termos
físicos, é o acoplamento da informação noética ao campo de Higgs, produzindo a
inércia da forma. No contexto TIF, a massa aparece quando o fluxo informacional
dos tripletos perde liberdade de fase, isto é, quando o campo de coerência Γ(𝑥) se “aprisiona” num
modo estacionário.
Podemos
formular a massa como taxa de variação temporal da coerência informacional dada
por:
Assim,
a corporeidade é o “congelamento” parcial da informação noética num estado
estável, mas sempre temporário, uma “cristalização da consciência”.
A multitude, ou pluralidade de formas, é
o véu da unidade noética que corresponde, fisicamente, ao spin, o momento angular intrínseco, a rotação de fase que dá
identidade e individualidade às partículas.
No
modelo TIF, o spin é o modo de
codificação da Dimensão Noética em tripletos de informação:
Cada tripleto de spins (∣↑↓↑⟩|↑↓↑⟩∣↑↓↑⟩, ∣↓↑↓⟩|↓↑↓⟩∣↓↑↓⟩, etc.) é uma configuração diferenciada do Uno, um padrão lógico que cria diversidade sem quebrar a unidade subjacente. A multiplicidade surge, portanto, da combinatória dos estados de spin. Podemos agora sintetizar estes conceitos numa perspectiva de leitura unificada que será dada pelo Quadro V.
Quadro V – Leitura Unificada
|
Véu |
Tradução Física |
Interpretação Informacional |
|
Tempo |
Sequência causal / colapso temporal |
A limitação do fluxo não-local da informação noética numa direcção
causal. |
|
Corporeidade (Massa) |
Inércia / acoplamento ao campo de Higgs |
A resistência à mutabilidade informacional; a “fixação” da coerência num
estado local. |
|
Multitude (Spin) |
Polarização / orientação do momento angular |
A diferenciação interna da unidade noética em modos de auto-expressão (o logos
das formas). |
O
tempo, a massa e o spin são os três “véus”
da Noética, as formas pelas quais a unidade consciente se torna mundo. Cada “véu”
representa uma “quebra” específica da coerência noética. O tempo quebra a
simultaneidade, a massa quebra a leveza, o spin
quebra a indivisão (a unidade).
Em
termos matemáticos a Fisioética é o gradiente que conduz a Noética (N) a estas três dimensões da
manifestação:
Como
consequência filosófica, podemos inferir que o acesso à dimensão noética,
segundo Huxley e segundo este modelo, não é uma adição de informação, mas uma
reversão do colapso, uma desidentificação com tempo, massa e spin. Em termos quânticos, trata-se de
recuperar a superposição fundamental da Consciência, onde o Ser não é nem
partícula nem onda, mas um campo puro de probabilidades.
Figura VI - Transição
da Noética pura → Fisioética (gradiente) → domínios de tempo, massa e spin
O
gradiente Fisioético, quando apreciado no seu significado mais profundo, constitui
um veículo que pode e deve ser entendido como uma dinâmica interna do domínio
sub-planckiano, onde os princípios arquetípicos — Beleza, Justiça e
Conhecimento — se tornam vectores de coerência intrínsecos que modulam a
emergência do espaço-tempo e da matéria, e são transmissores daqueles princípios,
porque os contem no seu íntimo seio.
No
contexto da Teia Informacional Fibrada (TIF), o domínio sub-planckiano não é
simplesmente o “menor nível físico”, mas o nível pré-geométrico e pré-causal,
onde a estrutura do espaço-tempo ainda não está cristalizada. Matematicamente,
trata-se do domínio onde a métrica 𝑔𝜇𝜈 é
indeterminada e o conteúdo informacional 𝐼
prevalece sobre a geometria e a topologia (Porto, J., 2025.Topologia da Luz. Bubok Publishing S.L.).´
Aqui, 𝐼0 é o
campo de coerência pura, onde os arquétipos operam como formas invariantes de
ressonância informacional como estruturas normativas da ordem cósmica.
Aqui a
Fisioética, enquanto gradiente informacional, traduz o movimento da Dimensão
Noética em direcção à manifestação fenoménica. No nível sub-planckiano, este
gradiente não transporta energia no sentido convencional, mas qualidades
normativas que conferem ordem. Aquelas qualidades — Beleza, Justiça, Conhecimento,
Verdade — podem ser formalmente tratadas como modos de simetria da coerência
informacional que podemos simbolicamente representar por:
onde Aut(N) é o
grupo de automorfismos da Dimensão Noética. Cada modo Γ define uma direcção específica do
gradiente Fisioético no espaço de coerência, tal como um “campo arquetípico” que modela
as dinâmicas internas da teia sub-planckiana e se expressariam como tensores
normativos. Lembrar que a anamnese,
um dos pilares da teoria do conhecimento de Platão, é a teoria de que todo o
conhecimento é uma recordação de ideias que a alma já teria contemplado antes
de encarnar no corpo.
Podemos então associar,
como exemplo, os três princípios perenes a tensores simbólicos de coerência no
Quadro VI:
Quadro VI – Os Arquétipos
|
Princípio |
Símbolo
tensorial |
Função informacional |
|
Beleza |
Bij |
Harmoniza a fase e a amplitude da informação —
ordena as proporções e simetrias. |
|
Justiça |
Jij |
Mantém o equilíbrio dos fluxos informacionais —
princípio de conservação e equivalência. |
|
Verdade Conhecimento |
Kij |
Estabelece a correspondência entre sujeito e objecto
— princípio da inteligibilidade. |
Estes tensores
não operam sobre o espaço, mas sobre a própria fibração informacional
subjacente ao espaço-tempo, modulando a maneira como os tripletos de spins (TIF) se organizam antes de
qualquer métrica ou topologia emergente.
Na filosofia
platónica, os arquétipos ou Ideias são formas puras, eternas, e invariantes sob
o fluxo do devir. Na física, um tensor é precisamente o objecto matemático que
permanece invariável sob transformações de base, isto é, descreve uma estrutura
que não depende do observador. Ambos descrevem invariantes sob transformações
da aparência ou do ponto de vista. Cada arquétipo pode ser visto como uma forma
tensorial de ordem n, que codifica relações internas entre os aspectos da
realidade que ele organiza, por exemplo, a Beleza, o Bem e a Verdade, como três
tensores inter-relacionados de uma mesma Dimensão Noética.
Simbolicamente, podemos considerar o
arquétipo como sendo um campo de
ordem de natureza superior (no domínio noético) que, ao
interagir com a métrica do mundo físico, gera formas, leis e padrões
reconhecíveis — exactamente como o campo de curvatura de Riemann gera a
geometria visível da gravidade. Aqui inscrevem-se
a proporção áurea, a constante de estrutura fina fundamental da Física (1/137),
ou o ajuste fino de todas as constantes que parecem estar ajustadas à ínfima
escala para o surgimento da Vida, tal como defende o argumento antrópico, seja
ele Forte, Fraco ou o Participativo de Wheeler, (Porto, J., 2025. Uma Entidade Única. Bubok Publishing
S.L.).
Assim, os
arquétipos são as “leis de coerência” da dimensão sub-planckiana.
Podemos
modelar a transmissão de gradiente fisioético como uma dinâmica auto-similar de coerência,
em que os modos ΓA
(arquétipos) evoluem conforme equações de fase informacional:
onde HTIF
é o Hamiltoniano informacional do campo TIF, e o comutador indica a interferência construtiva ou destrutiva entre
modos arquetípicos. Assim, o gradiente fisioético é a dinâmica de projecção dos arquétipos sobre o
domínio fenoménico, produzindo ressonâncias específicas —
físicas, biológicas, cognitivas ou espirituais (poderá ser confirmada no caso
da estrutura geracional triádica do Modelo Padrão). Para Platão, o acto de
aprender não é adquirir algo novo, mas sim recordar o que a alma já sabia
(doutrinas órfico-pitagóricas). O conhecimento (episteme) surge assim da
anamnese (que ele “prova” no Menon usando a maiêutica socrática).
Finalmente,
aquele “éter” ou campo arquetípico mostra similaridades com o Akasha védico.
Enquanto
a anamnese é o processo pelo qual uma estrutura consciente (por exemplo, o
cérebro) sintoniza coerentemente com padrões da teia informacional fibrada
(TIF), recuperando “formas” (ou quanta de sentido) que existem além do
espaço-tempo, o recordar platónico, portanto, seria o acto de alinhamento de
fase entre o campo individual de informação (ψlocal) e o campo
universal (ΨAkasha), sabendo que este corresponde àquele domínio
informacional sub-planckiano, onde estão codificados os arquétipos de
informação pura. Na tradição védica, o Rishi
(vidente) não “cria” o conhecimento, ele descobre-o no Akasha, sintonizando-se vibratoriamente com a memória universal. Em
ambos os casos, o acto de conhecer é um processo de ressonância entre a mente e
um campo informacional pré-existente. Podemos formalizar esta ideia do seguinte
modo:
Se
aceitarmos essa correspondência, então a anamnese é o mecanismo cognitivo da
participação no Akasha, uma ressonância
retrocausal pela qual a Consciência reabsorve informação arquetípica fora do
tempo linear. No pensamento védico, o Akasha
desempenha papel semelhante ao configurar o “éter informacional”
primordial, o substrato subtil onde todas as formas e eventos possíveis estão
codificados. Assim, o Mundo das Ideias platónicas e o Akasha são dois modos de descrever a mesma dimensão arquetípica,
que é uma matriz ontológica de padrões de possibilidade (a visão quântica).
Esta
visão é coerente com a hipótese de que a Dimensão Noética é o domínio de
transmissão de princípios arquetípicos (Beleza, Justiça, Conhecimento) — os
“atractores” que estruturam a teia informacional e orientam a evolução da Consciência.
Nesta
leitura:
a) A
Noética é o Uno informacional, a fonte da inteligibilidade e da totalidade.
b) A
Fisioética é o Logos em acção, a dinâmica que traduz a sabedoria eterna em leis
físicas.
c) O
domínio sub-planckiano é o “Éter”, o campo arquetípico, onde o Mundo das Ideias
platónicas, eternas e imutáveis, são vistas como tensores de coerência.
d) Os
arquétipos são as invariantes eternas que moldam o ritmo do devir.
Assim:
é uma
progressão ontológica e informacional, em que os princípios espirituais se
densificam até às propriedades quânticas fundamentais da natureza material.
Essa
interpretação une o misticismo da Filosofia Perene à ontologia informacional
moderna, onde o domínio sub-planckiano é o “lugar geométrico” onde a Beleza, a
Justiça, o Conhecimento, o Bem, etc, ainda não se distinguiram como pulsações
coerentes da própria Consciência Universal, moduladas pela Fisioética no acto
de manifestação.
Notas
[1] [1] Na geometria diferencial e teoria de campos, uma fibração é uma estrutura que descreve como um espaço total 𝐸 é composto localmente por um produto entre a Base (base space) B e a Fibra (fiber) Fx, que corresponde na teoria de gauge ao espaço-tempo M como a base, e a fibra o grupo de simetria G associado, por exemplo U(1), SU(2), SU(3). Assim, o espaço total é um fibrado principal P(M,G).
A
linguagem matemática dos fibrados obriga a considerar quatro “objectos”
distintos:
1. Base B = M
2. Fibra F
3.
Espaço
total E
4. Projecção π:E→B
A Base é sempre o espaço
onde reside a física emergente que se quer descrever. Por exemplo se estamos a
descrever o campo
electromagnético (o espaço-tempo), se estamos a descrever spinors, ou se estamos a
descrever a simetria gauge
SU(3), a base é M. Se estamos a descrever a TIF como física emergente, a base também
deve ser M.
A Base não pode ser o pré-espaçotemporal porque é, por
definição, o domínio contínuo sobre o qual definimos as conexões 𝜔
(campos de calibre), a curvatura 𝐹, derivadas covariantes 𝐷,
os operadores diferenciais, os tensores físicos (campo electromagnético, spin),
geodésicas, causalidade, estrutura métrica. O pré-espaço não tem estas
estruturas a priori. Pelo contrário,
são precisamente as variações e as coerências do pré-espaçotemporal que
produzem estas estruturas.
Então o pré-espaçotemporal na TIF funciona como espaço
total 𝐸 ou como fibrado principal 𝑃.
A fibra F é o “espaço interno lógico”
que se exprime como um qutrit, uma vez que uma fibra é igual a tripletos de spin (qutrit lógico).
A forma de conexão define como as variações
informacionais originam a curvatura e, portanto, à métrica emergente. O pré-espaçotemporal
é a estrutura que carrega a conexão informacional para o espaço-tempo que surge
como “projecção” dessa estrutura, e a curvatura do fibrado principal vai gerar
a gravidade também emergente. Esta é a mesma visão geométrica usada na simetria
de gauge, em geometria não comutativa, na gravidade emergente de Verlinde, e em
certos modelos spin-network ou na
designada métrica de LQG.
De forma concisa, O espaço-tempo emergente M é a Base B
de um fibrado principal P cujo espaço total representa o pré-espaçotemporal
informacional. A métrica g de M é induzida pela curvatura F da conexão ω em P, para alguma função universal Φ (a ser especificada). A coerência informacional dos
tripletos (qutrits) define uma conexão Ehresmann (o mecanismo geométrico que
permite “deslizar” informações ao longo da base de um fibrado), cuja curvatura
codifica a geometria emergente. Formalmente podemos
representar por:
Num
fibrado π:E→B:
B = base,
que na TIF é o espaço-tempo
emergente.
F = fibra que corresponde na TIF aos estados informacionais dos tripletos de spin / qutrits lógicos.
E = espaço total, ou seja toda a teia
informacional fibrada.
Cada ponto de B
tem sua própria fibra Fx. Contudo,
não existe a priori um “modo natural”
de comparar Fx com Fy quando
vamos de um ponto para outro na Base. Aqui uma conexão de Ehresmann fornece um método para
transportar informação de uma fibra para outra de forma suave e consistente.
Na TIF, esta conexão define como o
espaço-tempo e a informação se tornam mutuamente compatíveis, exactamente o
papel que a conexão Ehresmann desempenha na geometria dos fibrados principais e
vectoriais.
Logo, a estrutura hierárquica existente será:
Estrutura fibrada do
espaço-tempo
Concluindo,
A TIF tem duas “geometrias”:
(i) A camada informacional fundamental
constituída pela rede de tripletos de spins, coerência e entrelaçamento
quântico, uma dimensão de não-localidade que não é necessariamente 4D pois é
uma dinâmica pré-geométrica.
(ii) A geometria emergente ou a métrica efectiva do espaço-tempo 4D onde reina a causalidade, os campos
físicos, e as simetrias Poincaré locais.
O pré-espaçotemporal é então a
camada fundacional, da qual surge o espaço-tempo onde o observador se move, o reino
do domínio fenoménico.
[2] Brown, D., (2025), O Segredo dos Segredos, pp.276. Ed. Planeta
dos Livros, Portugal.
[3]
Valores usados e
respectivas fontes:
a) Densidade bariónica medida pelo Planck 2018: Ωbh2 ≃ 0.0224.
https://doi.org/10.48550/arXiv.1807.06209.
b) Densidade de radiação hoje (fotões): Ωγh2 ≃ 2.47×10−5; incluindo neutrinos relativísticos
padrão (Neff ≈ 3.046) a contribuição total da radiação é aproximadamente Ωrh2 ≃ 4.17×10−5.
https://ned.ipac.caltech.edu/level5/March04/Lahav/Lahav1_4.html?utm_source=chatgpt.com
Valor Planck h≃0.674.
[4] Em cosmologia moderna, o
termo “sector escuro” (dark sector)
designa tudo o que contribui gravitacionalmente para o Universo, mas não
interage com a luz (ou interage muito fracamente). Abrange, o lado invisível da
realidade física, que representa cerca de 95% do conteúdo energético total do
cosmos. Aqui poderíamos incluir o portal informacional no caso TIF, onde o
acoplamento é feito via coerência informacional entre tripletos de spins e a geometria topológica
conhecida, a manifestação visível da dinâmica oculta da teia informacional fibrada,
isto é, a dimensão pré-espaçotemporal que codifica o entrelaçamento entre
informação e geometria. Assim, a matéria escura corresponderia a “condensados”
informacionais coerentes (modos estacionários da teia), e a energia escura
seria a tensão média do campo informacional, gerando a provável aceleração
cosmológica. O sector visível corresponderia apenas a “projecção luminosa” dos
nodos excitados da TIF.
O “sector escuro expandido” refere-se então às hipóteses em que há todo um conjunto de partículas e campos “escuros” com suas próprias interacções, análogo ao sector visível formado pela matéria bariónica, em que o acoplamento entre os dois sectores pudesse ocorrer por portais: o portal gravitacional (interacção via curvatura topológica), o portal de Higgs (uma mistura de campos escalares), um portal cinético (mistura de campos vectoriais U(1)), e finalmente um portal informacional no caso TIF, onde o acoplamento é feito via coerência informacional entre tripletos de spins e a geometria.
Figura
VII
– Representação simbólica da evolução do rácio 𝜌𝑟 / 𝜌𝑚 / ΩΛ
(sector escuro).
Referências
Faggin, F. (2021). Silicon:
From the Invention of the Microprocessor to the New Science of Consciousness.
Waterside Productions.
Fiódorov, N. F. (1990). The Philosophy of the Common Task. (E. Koutaissoff, Trans.).
Hyperion Press.
Huxley, A. (1945). The
Perennial Philosophy. Harper & Brothers.
Kuhn, R. (2024). A Landscape of Consciousness: Toward a Taxonomy of Explanations and
Implications. Journal Progress in Biophysics and Molecular Biology.
https://rlkuhn.com/wp-content/uploads/2024/11/A-Landscape-of-Consciousness-%E2%80%94-Robert-Lawrence-Kuhn-%E2%80%94-Progress-in-Biophysics-and-Molecular-Biology-%E2%80%94-August-2024r.pdf?utm_source=chatgpt.com.
Lahav, O., &
Liddle, A. R. (2024). The cosmological
parameters. In Review of Particle Physics 2024. Chinese Physics C,
(supplement) 48(5). https://doi.org/10.1088/1674-1137/48/5/053501.
Planck
Collaboration, Aghanim, N., Akrami, Y., Ashdown, M., Aumont, J., Baccigalupi,
C., … Zonca, A. (2020). Planck
2018 results. VI.
Cosmological parameters. Astronomy & Astrophysics, 641, A6. https://doi.org/10.1051/0004-6361/201833910.
Porto,
J. (2025). Uma Entidade Única. Bubok Publishing S.L..
Porto, J. (2025). (des)Enlaces.
Bubok Publishing S.L..
Porto,
J. (2025). Tipologia da Luz. Bubok Publishing S.L..
Porto, J. (2025). Episteme
do Vazio. Bubok Publishing S.L..
Teilhard de Chardin, P. (1955). Le Phénomène Humain. Éditions du Seuil.
Tsiolkovsky, K. E. (2004). The Exploration of Cosmic Space by Means of Reaction Devices. In A.
Siddiqi (Ed.), The Russian Space Pioneers. NASA History Division.
Vernadsky, V. I. (1998). The Biosphere. (D. B. Langmuir, Trans.). Springer.
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